Linda Capusa, Diretora de Operações da ESNA, em entrevista à Brutkasten Austria

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Linda Capusa, Diretora de Operações e Membro do Conselho de Administração da ESNA, falou ao Brutkasten sobre o mais recente Startup Nations Standards Report 2025, elaborado pela ESNA, e sobre os resultados alcançados pela Áustria.

A Áustria destaca-se particularmente na atração de talento, graças a procedimentos acelerados de atribuição de vistos para fundadores e profissionais altamente qualificados.

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Entrevista Completa

“Não competimos dentro da Europa, mas enquanto continente” – Novo Relatório da ESNA publicado

A política de apoio às startups na Áustria está a recuperar terreno, mas continua ligeiramente abaixo da média europeia no novo Startup Nations Standard Report. O Brutkasten falou com Linda Capusa, Diretora de Operações da ESNA, sobre as principais conclusões do relatório.

Com o objetivo de reforçar a posição da Europa na concorrência global, a Europe Startup Nations Alliance (ESNA) foi fundada em 2021 e reúne atualmente 28 países signatários. A sua missão é harmonizar as condições-quadro nacionais para as startups através de oito Standards predefinidos, como Acesso a Financiamento, Inclusão Social, Diversidade e Proteção dos Valores Democráticos e Atração e Retenção de Talento.

O Startup Nations Standard Report, publicado anualmente, não funciona como um ranking tradicional, mas sim como uma ferramenta de benchmarking. “Trabalhamos em estreita colaboração com todos os países, verificamos os dados e realizamos uma investigação aprofundada”, explica Linda Capusa, Diretora de Operações da ESNA, numa entrevista ao Brutkasten, descrevendo o processo colaborativo por detrás do relatório.

O trunfo da Áustria: atrair talento

Com uma pontuação global de 67%, a Áustria encontra-se próxima da média europeia. O país destaca-se particularmente na atração de talento: com uma pontuação de 88%, posiciona-se claramente acima da média da União Europeia. Linda Capusa destaca os procedimentos acelerados para a obtenção de vistos por parte de fundadores e profissionais qualificados, que idealmente deverão demorar menos de um mês.

“Um fundador pode ter a melhor ideia, mas sem o talento certo é difícil fazer crescer a empresa e transformar essa ideia em realidade”, sublinha.

Segundo Capusa, as iniciativas destinadas a atrair de volta talento para a Áustria, bem como os progressos alcançados na participação dos colaboradores no capital das empresas (stock options), contribuíram igualmente de forma positiva para a avaliação do país.

Desafios na burocracia e no financiamento em fases iniciais

Apesar dos progressos, continua a existir margem significativa para melhorias, especialmente no que diz respeito à regulamentação das startups e à digitalização dos serviços públicos. Capusa identifica também o acesso ao capital como uma das fragilidades do ecossistema austríaco.

Na entrevista, destaca que a Áustria não oferece atualmente incentivos fiscais para business angels, uma medida que considera essencial para impulsionar o financiamento em fases iniciais.

A Europa no caminho para um mercado único

Observando o panorama europeu, emerge uma tendência positiva: a taxa média de implementação das medidas recomendadas aumentou significativamente, passando de 61% para 70%.

Segundo Capusa, os principais motores desta evolução incluem a criação digital de empresas de forma rápida e a baixo custo, bem como o reforço dos programas públicos de financiamento.

“Os governos estão cada vez mais conscientes de que as startups necessitam de enquadramentos políticos diferentes dos das empresas tradicionais e do impacto económico positivo que geram”, explica. Os maiores desafios continuam a estar relacionados com a inovação regulatória, embora também se verifiquem progressos nesta área.

A proposta “EU Inc” como resposta à fragmentação do mercado

Para ultrapassar definitivamente a fragmentação dos mercados nacionais, Capusa deposita grandes expectativas na iniciativa europeia EU Inc.. A proposta de criação de um enquadramento societário europeu unificado conta com o apoio total da Aliança.

“Eliminaria a fragmentação, aceleraria a entrada nos mercados e facilitaria a expansão das empresas”, afirma a Diretora de Operações.

“Não competimos dentro da Europa, mas enquanto continente”, conclui.

Data16 junho, 2026